Vacina contra a Raiva humana


Vacina recomendada para profissionais: que lidam com animais, visitantes de cavernas e coletores de lixo.

Esta vacina é indicada para a prevenção da raiva em humanos. É produzida a partir de vírus causadores da raiva que são inativados e purificados. Pode ser utilizada de 2 formas: antes da pessoa ser exposta ao vírus (indivíduos com risco de contaminação) ou após a pessoa ser exposta a uma possível contaminação.

Para a vacinação pré-exposição são indicadas 3 doses da vacina com intervalo de 7 dias entre a primeira e a segunda dose e de 28 dias entre a primeira e a terceira. Reforços podem ser considerados se o risco de exposição ao vírus persistir. Nesse caso, podem ser aplicados 6 ou 12 meses após as 3 doses iniciais.

Para a vacinação após um acidente (com risco de contaminação pelo vírus), toma-se a seguinte conduta:

•    Em pessoas que nunca foram vacinadas contra a raiva: são indicadas 5 doses de vacina, com intervalos de 3, 7, 14 e 30 dias entre as doses.
Pode ser aplicada ainda uma dose de reforço após 90 dias da primeira.

•    Em pessoas que já foram vacinadas contra a raiva e que possuam a comprovação desta vacinação:

    Se a vacinação anterior foi há menos de 1 ano: está indicada 1 dose após a exposição.
    Se a vacinação anterior tiver sido feita há mais de 1 ano e há menos de 3 anos: estão indicadas 3 doses com intervalos de 3 e 7 dias entre elas.
    Se a vacinação anterior tiver sido feita há mais de 3 anos ou tiver sido feita incompleta: considerar a pessoa como nunca tendo sido vacinada e fazer o esquema de vacinação completo (5 doses).

Lembre-se: sempre a vacinação contra a raiva deve ser orientada e acompanhada por um médico.  Em alguns casos também pode ser necessário a administração do soro anti-rábico.
 

DOENÇA: RAIVA

A raiva é uma doença transmitida por animais (cães, gatos e morcegos) e é causada por um vírus. Ela pode levar desde dias até anos para se manifestar. No ser humano, a média é de 45 dias - em crianças leva menos tempo - enquanto que no cão varia entre 10 dias a 2 meses para aparecerem os primeiros sintomas. Infelizmente a raiva ainda não tem cura e leva à morte do doente.

 

A raiva possui 2 etapas:

 

- Sintomas não característicos apenas desta doença: Duram de 2 a 4 dias. São eles: mal-estar geral, febre baixa, falta de apetite, dor de cabeça, náuseas, dor de garganta, apatia, irritabilidade, inquietude e sensação de angústia. Pode ocorrer hipersensibilidade ou falta de sensibilidade no local da mordida bem como alterações de comportamento

 

- Sintomas característicos da doença: Duram entre 5 a 7 dias e terminam com a morte do paciente. São eles: ansiedade e hiperexcitabilidade crescentes; febre; delírios; espasmos nos músculos da laringe, da faringe e da língua; convulsões; dificuldade p/ engolir; desconforto com: correntes de ar, luminosidade e sons (seu ouvido fica mais sensível). Quando o paciente vê ou tenta ingerir líquido, produz quantidade excessiva de saliva. Aos poucos os espasmos levam à paralisia que causa alterações cardiorrespiratórias, retenção urinária e prisão de ventre. O paciente se mantém consciente, com períodos de alucinações, até o coma, seguido de falecimento. 

 

Transmissor - Os cães e gatos são os principais transmissores da raiva nas cidades, enquanto que na zona rural brasileira é o morcego. Outros transmissores silvestres são: a raposa, o coiote, o chacal, o gato-do-mato, a jaguatirica, o guaxinim, o mangusto e os macacos.

 

Forma de transmissão - A transmissão da raiva ocorre pelo contato da saliva do animal contaminado com o homem, através de mordida, lambida ou arranhão (este último é mais raro de ocorrer). A partir de então o homem contaminado também passa a transmitir a raiva através de sua saliva.

 

Período de transmissão - Cães e gatos transmitem a raiva pela saliva entre 2 a 5 dias antes de aparecerem os sintomas e durante toda a doença até sua morte (em média, entre 5 a 7 dias após os primeiros sintomas). Quanto aos outros animais, este período de transmissão varia de espécie para espécie.

 Lembre-se: não se automedique. Sempre procure seu médico. Ele poderá indicar o melhor tratamento para que você recupere sua saúde.