Vacina Meningocócica

Vacina recomendada para profissionais: da saúde; militares, policiais e bombeiros; da aviação;  que viajam muito; que atendem estrangeiros, tais como: guias de turismo, transporte público, seguranças de boate e outros; aquaviários (profissionais de portos, plataforma marítima, pescadores e outros).

As vacinas meningocócicas são indicadas para a prevenção das infecções causadas pelos meningococos (bactérias) - particularmente a meningite meningocócica.

Atualmente, no Brasil, dispomos de dois tipos de vacinas meningocócicas:

Vacina meningocócica do grupo C conjugada: Protege contra a infecção causada pelo meningococo do grupo  C, o mais frequente no Brasil. Pessoas com mais de 1 ano recebem dose única - ela pode ser aplicada em qualquer faixa etária. Mesmo adultos vacinados na infância ou vacinados há mais de 5 anos devem  receber  uma dose .

Vacina meningocócica quadrivalente (ou tetravalente conjugada): protege contra os meningococos dos grupos A, C, W e Y. Indicada para pessoas com mais de 2 anos e deve ser aplicada em dose única. Em adolescentes, considerar uma dose de reforço 5 anos após a primeira.

Meningocócica

A doença Meningocócica é uma infecção causada por uma bactéria chamada Meningococo, que pode causar doenças desde formas leves, que simula uma infecção respiratória, até formas muito graves, que são as mais comuns, com uma infecção generalizada (septicemia). Neste último caso, os sintomas são: mal estar súbito, febre alta, calafrios, prostração e pequenos pontos avermelhados na pele (alguns são semelhantes a picadas de inseto e outros, a hematomas). Os casos mais graves também podem causar uma meningite e, então, a pessoa terá os seguintes sintomas: febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e rigidez de nuca. O paciente pode apresentar-se consciente, sonolento, torporoso ou em coma. Entre 2 até 10 dias é o tempo que leva para surgirem os primeiros sintomas (sendo a média de 3 a 4 dias).

Outra forma da doença é a meningoencefalite (inflamação do cérebro e de suas membranas), na qual ocorre a importante perda da capacidade de comunicação do paciente.

Observação: Bebês ainda amamentando apresentam um quadro diferenciado. Por isso, deve-se observar: febre, irritabilidade ou agitação, gemido de dor ao mexer em suas pernas, recusa alimentar, vômitos, convulsões e o surgimento de uma protuberância arredondada no topo da cabeça do bebê.

Transmissão - O ser humano doente ou o portador não doente.

Forma de transmissão - Contato íntimo de pessoa a pessoa (indivíduos que residem no mesmo domicílio ou que compartilhem o mesmo dormitório em internatos, quartéis, creches etc.), por meio de gotículas de saliva e outras secreções do nariz e da garganta.

Período de transmissão - É transmissível enquanto a bactéria estiver na garganta e no nariz. Em geral, ela desaparece da garganta 24 horas após o início do tratamento com antibióticos.

Complicações - As sequelas podem ser: feridas na pele (necroses), surdez, inflamação nas articulações, problemas cardíacos, paralisias, alterações no cérebro, entre outras.

Lembre-se: não se automedique. Sempre procure seu médico. Ele poderá indicar o melhor tratamento para que você recupere sua saúde.